Emocionado, William Bonner fala sobre pandemia no Brasil: “São pessoas que morreram”

William Bonner quebra protocolo no Jornal Nacional ao mandar recado pessoal sobre pandemia

William Bonner e Renata Vasconcellos (Foto: Reprodução/TV Globo)

Em um momento bastante atípico do Jornal Nacional, da TV Globo, neste sábado (20), o jornalista William Bonner deixou transparecer uma emoção ao falar sobre a pandemia do novo coronavírus, que já fez mais de 50 mil vítimas fatais no Brasil. William Bonner lembrou que o JN sempre tratou os números da pandemia como sendo algo doloroso para as famílias brasileiras, que sofrem quando perdem algum familiar por conta da doença.

“É um sinal muito triste dos tempos que vivemos, que a gente tenha que explicar essa atitude. Não pra imensa maioria do povo brasileiro, de jeito nenhum, mas pra uma minoria muito pequena, mas muito barulhenta. O que nós fazemos, o jornalismo profissional deveria se não fechar completamente os olhos pra essa tragédia, mas pelo menos não falar dela com essa dor. O JN já pediu, você lembra, que a gente parasse pra respirar porque tudo vai passar. O JN já lembrou que as vidas perdidas não podem ser vistas só como números. A gente repete mais uma vez: Respira! Vai passar! A gente repete também: 50 mil não são números, são pessoas que morreram numa pandemia. Elas tinham família, mães, pais, irmãos, tias, avós, famílias, tinham amigos, conhecidos, vizinhos, colegas de trabalho, como nós aqui somos. Nos como nação, devemos um momento de conforto pra todos eles.”

Renata Vasconcellos, companheira de bancada de Bonner, também enalteceu o trabalho da imprensa durante a pandemia e destacou que a história vai fazer as pessoas lembrarem disso, bem como do esforço feito por todos que combateram a doença.

“E pra nós mesmos! Porque nós, somos uma nação! Como Bonner disse: ‘Tudo isso vai passar’. E quando passar é a história com H maiúsculo que vai contar pras gerações futuras o que de fato aconteceu. A história vai registrar o trabalho valoroso de todas aqueles que fizeram de tudo pra combater a pandemia. Os profissionais de saúde em primeiro lugar.”

Por fim, William Bonner completou as palavras de Renata Vasconcellos afirmando que a história também vai registrar aquelas pessoas que se omitiram durante a pandemia e principalmente foram desrespeitosas com o próximo.

“Mas a história vai registrar também aqueles que se omitiram, os que foram negligentes, os que foram desrespeitosos. A história atribui glória e atribui desonra. E história fica pra sempre!”

William Bonner não tem paz

Em entrevista recente ao jornalista Pedro Bial, o âncora do Jornal Nacional William Bonner revelou que não tem paz desde as eleições de 2018, quando o então candidato Jair Bolsonaro conseguiu se eleger presidente do Brasil. William Bonner relata que chegou a ser hostilizado em uma padaria, mas não reagiu porque sabe que esse não era o seu papel. Inclusive, o jornalista deixa claro que atualmente representa o jornalismo da Globo.

“Eu sou um símbolo! O que pra nós foi o Cid Moreira, eu sou hoje pra alguns tantos milhões de brasileiros. Brasileiro que tenha hoje 30 anos de idade, eu diria 34 anos de idade, tinha 10 quando entrei no JN, eu sou o JN pra essa pessoa e se eu sou o JN, eu sou o jornalismo da Globo. Eu sou a Globo, eu sou o jornalismo, sou a mídia, eu simbolizo muitas coisa pra muitas pessoas, que não me conhecem, não sabem quem eu sou”

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